Cada ação da Apple custa centenas de dólares.
E muitos investidores não querem concentrar todo esse valor em uma única empresa.
Mas, por meio das ações fracionárias, é possível investir em ações e ETFs a partir de US$ 1.
E nas mesmas condições de quem investe milhões.
Neste artigo, vamos entender como funcionam as ações fracionárias, por que elas tornaram os investimentos no exterior muito mais acessíveis e quais são suas principais vantagens e limitações.
Ações fracionárias: o mecanismo
Uma cota do ETF IVV é negociada atualmente por cerca de US$ 758.
Na Bolsa de Nova York, esse é o valor mínimo para comprar uma cota inteira.
Para muitos investidores, esse valor é elevado.
Além disso, muita gente prefere investir quantias fixas, como US$ 25, US$ 50, US$ 100 ou US$ 1.000.
A solução encontrada pelas corretoras foi engenhosa.
Elas compram a ação ou a cota inteira com recursos próprios e distribuem frações desse ativo entre seus clientes.
São as chamadas ações fracionárias.
Um receio comum é imaginar que essa conveniência tenha um custo elevado.
É justamente aí que entra um dos diferenciais do mercado americano.
Seguindo regras rigorosas da SEC, as corretoras são obrigadas a buscar a melhor execução possível para seus clientes, independentemente do tamanho da ordem.
E a chamada regra National Best Bid and Offer (NBBO).
Na prática, isso faz com que ações fracionárias sejam negociadas em condições muito próximas às das ações integrais.
Com a popularização dessa tecnologia, algumas corretoras passaram a permitir investimentos a partir de apenas US$ 1.
Somando isso às corretagens zero oferecidas por muitas delas, não é difícil entender por que as ações fracionárias se tornaram tão populares.
Ações fracionárias nas novas plataformas
Um detalhe interessante é que empresas americanas como DriveWealth e Apex possuem infraestrutura altamente especializada, inovadora e eficiente para negociação de ações fracionárias.
São justamente essas empresas que fornecem a estrutura utilizada por plataformas bastante conhecidas dos investidores brasileiros, como Nomad, Avenue, Inter e outras.
Isso permite que planos de investimento periódicos sejam executados com facilidade, utilizando plataformas intuitivas e custos bastante reduzidos.
Em um próximo artigo veremos um exemplo prático de como utilizar essa estrutura para investir regularmente.

Desvantagens
Existem duas possíveis desvantagens nas ações fracionárias.
A primeira é que o investidor não é proprietário de uma ação inteira, mas de uma fração dela.
Caso apareça uma corretora oferecendo condições melhores, essas frações normalmente não podem ser transferidas como acontece com ações integrais.
Elas precisam ser vendidas, o dinheiro transferido e o investimento refeito na nova corretora.
Isso pode gerar custos indiretos.
A segunda desvantagem aparece caso a corretora enfrente dificuldades financeiras.
Em uma eventual falência, o patrimônio dos investidores que possuem ações integrais normalmente é transferido pela SEC para outra corretora.
Já nas ações fracionárias, esse processo tende a ser mais demorado.
As frações costumam ser liquidadas e o investidor recebe o valor em dinheiro, o que pode gerar perda de oportunidades de mercado ou consequências tributárias.
Conclusão
As ações fracionárias mostram que não é preciso ter grandes quantias para investir no exterior.
Também não é necessário abrir conta em uma corretora complexa para comprar ações e ETFs americanos.
Com corretagem zero cada vez mais comum e plataformas que integram câmbio e investimentos, investir nos Estados Unidos tornou-se muito mais simples e acessível.
Você já conhecia essa possibilidade?
Ela faz sentido para a sua estratégia de investimentos?
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Disclaimer: O conteúdo deste artigo é estritamente educacional e informativo. As análises, conceitos e estruturas aqui apresentados refletem a filosofia de alocação e o estudo de mercado do autor, não constituindo, sob hipótese alguma, recomendação de compra, venda ou indicação de investimento em qualquer ativo financeiro ou plataforma mencionada.




